SEU CORPO PEDE ÁGUA

Novos estudos apontam que, no corpo humano, a maioria das indisposições e sensações
cotidianas de dor resulta invariavelmente de desidratação. A lista de enfermidades
tratáveis com bons goles de água mineral é longa, exibindo desde problemas nos rins,
náuseas, dores de cabeça, úlceras e dores nas costas, a hipertensão, artrite e asma.

Uma nova linha de estudo traz uma argumentação que coroou de vez a água mineral como
fonte de saúde e bem-estar. Em linhas gerais, essas pesquisas mostram que, quando vê
seus estoques de líquidos reduzidos, o corpo humano é programado para soar alertas de
que algo vai mal. Em vez de barulho, essas sirenes biológicas se manifestam quase sempre
na forma de dores, indisposições e desequilíbrios. O caso da dor de cabeça talvez seja um
dos mais didáticos para ilustrar o funcionamento desse mecanismo. Ao perceber que suas
reservas de água estão no fim, o cérebro intensifica a produção de substância – conhecidas
como histaminas – que causam dor de cabeça. É como se nosso organismo nos mandasse
carta, ou melhor, e-mail, literalmente pedindo água.

Mais água, menos remédios

Atentos a essa constatação científica, em vez de analgésicos tradicionais, muitos médicos
já receitam dois copos de água mineral e alguns minutos de repouso para a maioria dos
pacientes que sofrem dores de cabeça.

A desidratação também é causa comum de problemas respiratórios como asma, outro mal
atrelado á produção excessiva a histamina.

A água mineral também pode fazer milagres para os hipertensos, que já somam mais de
50 milhões de brasileiros. O problema, dizem especialistas, é muitas vezes decorrente
de ajustes á perda de volume de água pelo o organismo. Ocorre mais ou menos assim:
a desidratação diminui o volume de sangue em circulação, já que mais de 80% dele são
compostos por água. Ao detectar esta perda, o corpo reduz a atividade dos vasos de forma
a assegurar fluxo nas áreas vitais. Esse fechamento capilar causa a hipertensão. Maior
consumo de água, por sua vez, regula o volume de sangue e reduz a tensão arterial.

Benefícios comprovados

O poder da água mineral se revela ainda nos tratamentos de artrite. Lubrificante natural,
mesmo em casos antigos de dores nas juntas, a água é capaz de combater a rigidez
resultante da fricção e inchaço nas articulações ósseas, amenizando, principalmente
quando acompanhada por movimentos rítmicos nas articulações, os sintomas da doença.

As boas notícias se estendem a quem sofre com crises de azia e queimação. Águas com
adequada quantidade de bicarbonatos podem ajudar a controlar o nível de acidez e sucos
gástricos no estômago, enquanto os sulfatos também abundantes na bebida estimulam
comprovadamente o processo digestivo.

Estudo sobre os efeitos da desidratação no organismo também fizeram o enjôo matinal
em mulheres grávidas deixar de ser considerado normal. Hoje sabe-se que o fenômeno
pode decorrer de um tipo especifico e freqüente de falta de água, aquele provocado pelo
consumo extra de líquidos para o feto, a grande prioridade do organismo na gestação.

A contribuição dos sais minerais

Elevar o consumo de água mineral também promove saúde ao aumentar a presença
de sais minerais no organismo. Em condições laboratoriais, muitas dessas substâncias
comuns nas águas minerais têm demonstrado os mais diversos benefícios. O magnésio,
por exemplo, aumenta o vigor e pode ajudar a prevenir a hipertensão. O cloro ajuda
a manter os níveis adequados de acidez no sangue. O potássio mantém o equilíbrio
eletrolítico do sangue e libera enzimas e hormônios, ajudando a prevenir deficiências
do coração. O cromo reduz ácidos gordurosos e colesterol e regula as taxas de açúcar e
insulina no sangue. O cobre absorve ferro na forma de hemoglobina das células vermelhas.
O manganês catalisa várias enzimas e fortalece o sistema reprodutivo. O zinco faz o
mesmo, ajudando principalmente no processo curativo. Sobre o cálcio, basta dizer que
foi considerado o “milagre” mineral dos anos 1980, quando ficou claro que ele previne
osteoporose e baixa pressão sanguínea.